... disseram-me uma vez. Mas eu não! A mim não me apanham nesses novos ritos. Sou uma pessoa de tradições. Essas modernices de persistência não foram feitas para mim, senhores! 'A persistência aos persistentes', sempre me disse a minha mãezinha, 'e a perguiça a ti, minha filha.' Ah pois! Que me caiam ao colo todas as riquezas, enquanto sou levada como uma princesa pelo rapazinho que surgiu na esquina a correr, e que só por acaso é mesmo de quem eu gosto. Ah senhores! Vida assim, sabe bem. Mas quem vive assim, sabe mesmo viver?
18/04/11
30/03/11
See you next time
"Tell me why the best day plans fall apart in your hands? And why my good intensions never end the way I meant?"
I'm leaving you... I'm sorry but I'm leaving you. All the things you want to say you should say them fast because I dont want to stumble on you every now and then...it would be too painfull to me.
So I'm fighting my way out of this mess.
We could have been happy, it's true. But I can no longer grab myself to that old piece of rotten hope. It's no good for me or you. That's why I will try to pretend that we... [never meet]... (no I cant say that). I'll just won't think about you.
I will learn to live without you.
There will be, for sure, times like this when I will feel more blue and think about all the things that could have been... But when such time comes I will make them go way into that little box inside my heart where I'll put you.
Maybe one day I will open the box... if things change... till then... see you next time.
Créditos: Musica: James Blunt- best laid plans
Imagem: daqui
19/03/11
A wake up call
"tens ido ao teu blog?"
É verdade. Não tenho vindo ao meu cantinho, ao meu refugio, escrever. Não tenho desabafado com conhecidos e desconhecidos as coisas que me afligem ou vão na alma.
Já la vai algum tempo.
Mas o que dizer??
No amor as coisas estão mais ou menos na mesma... quando falamos, o que falamos já não é o que falávamos. Talvez por isso a gente até quase não fale.
A saúde podia ir pior, mas esta alergia-a-sei-lá-bem-o-quê já me passava! (-.-)
No trabalho aturo as mesmas cenas de sempre e as coisas até vão correndo bem.
Por isso não tenho muito que deitar cá pra fora. Ou então apenas não quero pensar nisso, esperando que vá passando, devagarinho.
18/03/11
Today, it's (not) the day

'Hoje não é o dia ' é a única frase que lhe conhece. Pois bem, hoje também não é o dia em que desiste. Há-de haver o dia em que ela caminhará ao lado dele, e perderá a noção das horas, embebida em nas palavras dele. Haverá o dia em que uma mensagem dele lhe porá o sorriso nos lábios. Haverá o dia em que trocarão cartas, apenas para a lamechice chegar ao seu extremo. Haverá o dia em que ela se apaixonará por ele. Mas hoje, hoje ele apenas ouvirá que 'Hoje não, hoje ainda não é o dia' .
Mais uma para aqui
Mais uma para aqui
10/02/11
O Cantinho da Pulga ^^ II
Sonhar Vila Real
São sonhos. São sonhos da cidade. É a cidade que faz sonhar. Uns sonham com o que passaram pelos cantos daqui. Outros sonham com o dia em que vão daqui sair, com a bagagem cheia de lembranças perdidas no meio das coisas numa mão e o canudo na outra. Alguns sonham só em sair daqui. Se se escutar com atenção ouves os murmúrios no sonho. Não fazem sentido, mas ouves o sorriso. Sabe bem um sorriso assim. Já fazia falta um sonho assim. Ouves também os cépticos que sussurram que 'não é possível', que 'esta não é a altura deles'. Pois bem, senhores, não querei acreditar. Andai nas vossas vidas monocromáticas, não levantarei sequer uma unha para vos mostrar. Mas eu, senhores, eu sou capaz de ainda sonhar e como me sabe pela Vida. Mas os melhores sonhos não são em qualquer lugar, são aqui, nesta cidade. E são poucos os que a podem desfrutar! E quando se vê alguma alma perdida que dá dó, há sempre outra que levanta o braço e diz 'É aqui. É aqui que tu queres chegar.'
Pulga
21/01/11
O Cantinho da Pulga ^^ I
- Para mesa do costume é o costume .
O empregado dirige-se com o copo na bandeja. Ninguém diria que aquela perícia toda adquiriu ao longo dos anos. Tem outro dom, o de ler a cara das pessoas, excepto a cliente da mesa do costume.
'É um mistério' dizem alguns, outros vão apostando em que 'São fases, senhores !', mas não o empregado, esse não vai cá em cantigas.
Pousa o copo ao lado do caderno. Lá de trás do balcão vê-a sempre a escrevinhar qualquer coisa, mas quando pousa as bebidas apenas vê as conhecidas e aborrecidas linhas azuis. Que raios.
E como de costume chegou a amiga ou conhecida ou lá que era. Pediu do costume. Não, era amiga, ninguém ficava só conhecido por tanto tempo. Chegou mesmo a horas, tinham acabado de tirar as batatas do óleo. A miúda tinha pontaria. Mas que raios!
Murmuravam durante horas uma em frente da outra, dando pequenos sorrisos, com o prato a esvaziar e o copo já vazio. Então a amiga pegava no caderno e rabiscava a lápis. Escrevia meio caderno apenas aquele bocadinho que ali estavam. Depois despediam-se. A pequena deixava uns trocos em cima da mesa e saía praticamente a saltitar. Como é que um par de horas deixava alguém assim? Raios!
A cliente pegava no caderno e lia com um sorriso nos lábios. Começava a desenhar, desenhos que ao longe parecem perfeitos [e era isso que eram para o empregado] mas que ao perto são apenas rabiscos. E a cliente lá ficava mais um par de horas, com o copo à sua frente, o prato por levantar, e as moedas que chocalhavam umas contra as outras quando ela apagava. 'Mas era tão bonito!', murmurava o empregado.
Então, normalmente num dia normal, o empregado levantava a mesa, a cliente pagava e no dia a seguir estavam lá todos outra vez. Mas não hoje, hoje não. Dirigiu-se à mesa e enquanto levantava o prato e o copo perguntou o porquê de a cliente ter apagado tudo. Um bocado surpreendida, lançou o sorriso e disse 'são costumes...', 'Que pena. Era tão bonito...'. A cliente lança-lhe o sorriso nº10 quase nº11[Raios! O nº 11 é que é] e sai. Não faz mal. Amanhã volta.
'Ouviste? A mesa do costume está vaga!'
O empregado pega na bandeja. Espera. O quê? Vaga? Então e a cliente? E onde está o sorriso nº11? E a amiga?
'E o mistério?' perguntam uns, enquanto os outros respondem, que tinha razão que 'eram fases, senhores!'. O empregado tira as batatas do óleo e não há sinal da amiga. Quebraram o costume. Raios.
O cantinho da Pulga ^^
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